"Certos pavões escondem de todos os olhos a sua cauda - chamando a isso o seu orgulho." F. Nietzsche
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15.11.11

Nada é o que parece!

De fato, nada é o que parece...
Nossos ssentimentos estão em um movimento contínuo...
Isso é uma pena...
Demoramos tanto para nutrir um sentimento e ele
Se revela falso no final!

21.3.11

Sofrimento

O sofrimento nada Mais é que um obstáculo: Supere-o, E tudo ficará bem!

Abismo

Realidade... Fantasia... Fantasia.... Realidade... Se misturam, Se misturam... ... Não cruze essa linha, É um abismo!

4.3.11

A Flor


Caminhando pelo jardim
Encontrei uma flor
Uma pontada de inveja percorreu meu corpo
Observando aquela linda rosa
Não posso deixar de admirar sua beleza,
Sua fragilidade,
E ao mesmo tempo
Sua força
Como queria ser
Como essa flor
Como invejo essa rosa!
Forte o suficiente para resistir
A algumas tempestades
E ao calor escaldante do Sol
Bela o suficiente para atrair
As mais diversas espécies de animais
Frágil por ser tão Pequenina
Por ser tão Delicada
E por ser tão Feminina!
Equilíbrio...
Uma grande cabeça vermelha
Sustentada pelo mais fino dos caules

Quem não queria ser essa flor?

1.3.11

Projeto "Conhecendo Londrina"


Todos nós temos uma ideia de como Londrina é, mas essa ideia na verdade não é nossa! A mídia nos mostra nossa cidade de duas maneiras diferentes: Muito boa, ou Muito ruim. Assistindo à jornais locais, por exemplo, vemos uma cidade muito pobre, violenta, onde se parece impossível viver; por outro lado, propagandas fazem nossa "pequena Londres" realmente parecer Londres! Somente vagando pela cidade podemos ver como ela realmente é, ser sermos cegados pela sombra de opiniões. Londrina nos mostrou ser uma cidade com muita desigualdade social, lugares extremamente pobres fazendo contraste com condomínios fechados. Também vimos que a indrustrialização está a toda em nossa cidade! Processos de conurbação (Londrina-Cambé, por exemplo) são notáveis! E-vejam só!- nosso solo é feito a partir da decomposição de Basalto!!! Há lugares realmente violentos, como favelas, mas isso causa uma tremenda generalização do preconceito, e nos faz pensar que todas as favelas são violentas e que as pessoas de lá são animais loucos! Bullshit! A violência que também é comum, é a violência gerada nos protestos, mas gente... podemos culpá-los? Podemos culpar alguém por querer melhores condições de vida? Acho que não!!!! Como farão para serem ouvidos senão de forma violenta? Você escutaria e tentaria algo para ajudar essas pessoas? Exatamente! A prefeitura por enquanto também não! O único modo de alguém dar a mínima para essas pessoas são esses protestos, são essas gritarias. Gritos para uma vida melhor! Por enquanto é só isso que tenho a dizer, mas nossa cidade precisa de ajuda! Me parte o coração saber que estamos assim!

10.1.11

Você realmente quer?


Você realmente quer?
Você realmente me quer?
Você realmente me quer morta?
Ou você me quer viva
Para continuar vivendo essa mentira?

30.12.10

Desejo


Amamos mais o desejo
Que o desejado!

Isolamento


O isolamento vive no isolamento
Uma vez partilhado,
Ele evapora!

23.12.10

Divagando...

Às vezes nos deixamos levar
Sem saber o que isso significa!

23.11.10

Irmãos Luis Fernando Veríssimo

_ De vez em quando eu penso neles...
_ Quem?
_ Nos espermatozóides...
_ De vez em quando você pensa em seus espermatozóides?
_ No meus, não. Nos do meu pai.
_ Você está bêbado.
_ Na noite em que fui concebido...suponho que tenha sido uma noite... eu era um entre milhões de espermatozóides. Mas só eu cheguei ao óvulo da mamãe. Ou seria bilhões?
_ Acho que é óvulo mesmo.
_ Não. Os espermatozóides. São milhões ou bilhões?
_ Ahn...Não sei.
_ Não importa. Milhões, bilhões. Só eu me criei, entende? Por acaso. Isso é mais assombroso. A gratuidade da coisa. Havia milhões, bilhões de espermatozóides junto comigo e só eu, entende?, só eu fecundei o óvulo. Não é assombroso?
_ É.
_ Você acha mesmo?
_ Acho.
_ Podia ser qualquer um, mas fui eu. Por acaso.
_ Amendoim?
_ Hein? Obrigado. Agora, me diga. Por que eu? A gratuidade da coisa. Só eu fecundei o óvulo, virei feto, nasci, me criei e estou aqui, neste bar, de gravata, bebendo. Agora me diga, o que é isso?
_ É como você diz. A gratuidade da coisa.
_ Não, não. Isso que estou bebendo.
_ É, ahn, uísque.
_ Uísque. Pois então. Aí está.
_ Ó Moacyr, vê outro aqui. O rapaz está precisando.
_ Um brinde!
_ Um brinde.
_ A eles!
_ Quem?
_ Aos espermatozóides que não chegaram ao óvulo da mamãe. Aos companheiros. Aos bravos que cumpriram sua missão e não vieram para comemorar. Aos que perderam a viagem. Aos meus irmãos!
_ Aos meus irmãos!
_ Meus irmãos. Você não estava lá.
_ Aos seus irmãos!
_ Aos milhões, bilhões que se sacrificaram para que eu pudesse viver.
_ Salve.
_ Agora me diga uma coisa.
_ Duas. Digo duas.
_ Cada espermatozóide é uma pessoa diferente, certo? Quer dizer. Em outras palavras. Se outro espermatozóide tivesse completado a viagem, não seria eu aqui. Ou seria?
_ Depende.
_ Não seria. Seria outra pessoa. Outro nariz, outras ideias. Talvez até torcesse pelo América. Uma mulher! Podia ser uma mulher. Certo?
_ Não vamos exagerar...
_ Então, imagina o seguinte. Pense bem. Amendoim.
_ Amendoim. Estou pensando nele. Amendoim.
_ Não. Me passe o amendoim e pense no seguinte. Se entre os espermatozóides que me acompanharam, e que não chegara ao óvulo, estava o cara que ia descobrir a cura do câncer? Hein? Hein?
_ Certo.
_ Mas, em vez dele, eu é que cheguei. Por acaso. Ou podia ser uma mulher. Uma soprano de fama internacional. Em vez disso, deu eu. Veja a minha responsabilidade.
_ Acho que você está sendo radical.
_ Não. Imagine se em vez do espermatozóide que se transformou no Jânio Quadros, tivesse dado outro. A história do Brasil seria completamente diferente! É ou não é?
_ Mais ou menos.
_ Pois então. Eu me sinto culpado, entende? Acho que eu devia, sei lá. Ter feito mais da minha vida. Em honra a eles. Eu estou representando milhões, bilhões de espermatozóides, cada um uma pessoa em potencial. E o que é que eu fiz da minha vida?
_ E se fosse um bandido?
_ Como?
_ Se, em vez de você, o espermatozóide que tivesse dado certo fosse um assassino, um mau-caráter. Não quero falar dos espermatozóides do seu pai, mas num grupo de milhões sempre tem uma ovelha estragada. Uma maçã negra. Estatisticamente.
_ Você acha mesmo?
_ Acho.
_ Sei lá
. _ E outra coisa. O que passou, passou. Não pense mais nisso.
_ Mas eu penso. De vez em quando eu penso. Os meus irmãos que não nasceram. Que nomes eles teriam? Eduardo, Gilson, Amaury, Jéssica...
_ Marco Antônio...
_ Marco Antônio... Imagine, um deles podia ser o ponta-direita que o Brasil precisava em 74. Eu me sinto culpado. Você não se sente culpado?
_ Bom, eu tenho 11 irmãos.
_ Aí é diferente.
_ Por quê?
_ Não sei. Só sei que entre milhões, bilhões de espermatozóides, todos com os mesmos direitos, só eu me criei. Por acaso. Agora me diga, o que é isso?
_ É uísque.
_ Não. É a gratuidade da coisa.
_ Não sei...
_ Você está bêbado.


28.9.10

Quem Sou Eu?

Para cada ser amaldiçoado com o autoconhecimento resta uma pergunta a ser respondida: "quem sou eu ?"
Tentamos desesperadamente achar ligações entre nós.
Somos o amigo que se preocupa, o pai a moroso, a mãe apaixonada, a criança protegida.
Esperamos que juntos possamos achar nosso lugar no universo.
Lutamos, amamos, mas ninguém jamais poderá partilhar nosso fardo.
Precisamos sozinhos responder às perguntas: "Quem Sou Eu?"
"O Que Significa Estar Vivo?"
"E No Vasto Infinito Do Tempo, Qual A Minha Relevância?"